Vale a pena dar uma espreitadela às várias edições deste festival.
http://bostoncyberarts.org/index.php
sábado, 28 de junho de 2008
segunda-feira, 7 de abril de 2008
Ciberliteratura vs Livros Electrónicos
A diferença entre ciberliteratura e livros electrónicos assenta na génese respectiva: enquanto os e-livros (ou livros electrónicos) são essencialmente produto da migração de obras existentes no suporte atómico que - mutatis mutandis - passam também a ser lidas no suporte digital, a ciberliteratura é um género novo, construído sobre uma matriz digital, hipertextual e, eventualmente, hipermediática.O prefixo que a literatura ganhou com o advento dos sistemas interactivos de comunicação é uma prótese que modifica a sua substância, dado que as estratégias milenares da narrativa foram subvertidas com o advento do hipertexto. A composição caleidoscópica de um dado número de textos entretecidos em ordens múltiplas de leitura(s) é uma forma nova de tecer teias complexas de estórias dentro de uma história, cujo potencial macrocósmico pode ser infinito.Organizar redes múltiplas de estórias consistentes, susceptíveis de serem acedidas de perspectivas diferenciadas, que são função do livre arbítrio do leitor, é uma forma nova de escrever, que poderá ser potenciada se o escritor já tiver adquirido competências polivalentes ao nível multimediático, nos domínios da imagem e do som. Se essa condição se verificar, estaremos em presença das acima mencionadas matrizes hipermediáticas, que extrapolam e se afastam ainda mais dos paradigmas conhecidos da literatura para gerar um género radicalmente novo.
Retirado de http://www.carloscorreia.net/pt/bodys/body_cibertextos_pt.html
Retirado de http://www.carloscorreia.net/pt/bodys/body_cibertextos_pt.html
domingo, 6 de abril de 2008
Wikipédia - Ciberliteratura
CIBERLITERATURA
Termo ainda mal fixado na acepção que encerra, tal como ciberarte. Muitas vezes, a raiz ciber é associada, em sentido lato, a ciberespaço, abrangendo portanto toda a manifestação literária circulante nesse domínio; nesta acepção será mais apropriado o termo, já em uso, de webliteratura e de webarte.
Numa acepção mais restrita, ciberliteratura implica a raiz ciber ligada à sua origem etimológica grega (Κυβερνήτης: significando condutor, governador, piloto), ou seja, respeitante à automação e à cibernética. Segundo Pedro Barbosa (1996), o termo ciberliteratura é proposto para designar um género literário em que o computador é utilizado criativamente como uma "máquina semiótica manipuladora de sinais". O mesmo conceito é adoptado no portal da Electronic Literature Organization (http://directory.eliterature.org). Após os experimentos pontuais de Theo Lutz, Couffignal e Balestrini, os primeiros livros em suporte papel inteiramente publicados como resultado de literatura gerada em computador foram Poemas V2, de Angel Carmona (Espanha, 1976) e Autopoemas gerados em computador, de Pedro Barbosa (Portugal, 1977). Trata-se de literatura programada em que o algoritmo gera um padrão textual (texto-matriz) e o computador explora o infinito campo de possíveis aberto potencialmente por essa estrutura literária. Daí que outras designações, em diferentes países, concorram para designar um procedimento literário similar: literatura potencial, infoliteratura, literatura algorítmica, texto automático ou literatura generativa. Alain Vuillemin no seu livro Littérature et Informatique (1996) propôs em França o termo LGO (sigla francesa de LGC: Literatura Gerada por Computador) para designar globalmente todo este tipo novo de criação literária. Na verdade o procedimento textual usado cria uma cisão entre algoritmo criativo e os textos gerados ou a gerar, daí o seu carácter virtual. No âmbito da literatura portuguesa, poderá citar-se Teoria do Homem Sentado (1996) e Motor Textual (2001), ambos de Pedro Barbosa, como exemplo de primeiros livros virtuais em suporte digital dinâmico publicados na linha desta tendência generativista. Mais recentemente, outros autores como Rui Torres (com Amor de Clarice, 2006) vêm desenvolvendo o seu trabalho em literatura programada associando à generatividade de base componentes fortemente multimédia e interactivos que os situam numa continuidade renovada da poesia sonora e visual animada por computador. Contudo, a maioria das produções estéticas elaboradas neste domínio são directamente lançadas na Web e aí divulgadas nas respectivas línguas, o que se traduz numa enorme diversidade babélica de experiências criativas ainda difíceis de sistematizar, porque em pleno processo evolutivo.
Para informação mais ampla e pormenorizada sugere-se a consulta dos seguintes portais: Electronic Literature Organization: http://directory.eliterature.org Centro de Texto Informático e Ciberliteratura: http://cetic.ufp.pt Portal da Ciberliteratura luso-brasileira: http://po-ex.net/ciberliteratura Núcleo de Pesquisas em Informática, Linguística e Literatura: http://www.nupill.org
Referências: BARBOSA, Pedro (1996). A Ciberliteratura – criação literária e computador. Lisboa, Edições Cosmos. CASTANYER, Laura Borràs (ed., 2005). Textualidades electrónicas – nuevos escenarios para la literatura. Barcelona, Editorial UOC. MOLES, Abraham (1971). Arte e Computador. Porto, Edições Afrontamento (trad. port. a partir da 2ª ed., 1990). VUILLEMIN, Alain (ed., 1996). Littérature et Informatique - la littérature générée par ordinateur. Artois Presses Université, Arras.
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